Inicío aqui uma narrativa que nada tem de novo. Tudo, de alguma forma, por hipótese, já deve ter sido discutido por outros homens, no sentido do que poderá vir a ser posto acerca da vida urbana. No entanto, tudo o que escreverei aqui, sempre e necessariamente será novo, pois eu nunca o tinha feito antes, e o homem sempre vê de modo único, ainda que possa convergir suas palavras para os mesmos núcleos de argumentos.
Escrever sempre é confessar alguma coisa para si.
Assim, eu confesso aqui que nada sei sobre o que vou escrever, senão, que o farei do modo mais direto e honesto possível, buscando antes a expressão aberta, volátil e puramente "sensorial", do que um fio condutor lógico que resguarde o texto da ininteligibilidade, mesmo porque, a vida urbana em São Paulo possui muito mais de irracional e ilógico do que qualquer outra coisa.
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